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Em um ano, GM demite 1.189 funcionários, afirma sindicato

A GM disse que não iria comentar os números do sindicato dos metalúrgicos

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região informou nesta segunda-feira à noite que a General Motors (GM) fechou 1.189 postos de trabalho no Brasil entre julho de 2011 e junho de 2012.

De acordo com o sindicato, na planta de São José dos Campos foram fechados nesse período 1.044 postos de trabalho. “No estudo, ainda não estão computadas as demissões de julho, quando 356 trabalhadores aderiram ao PDV (Programa de Demissão Voluntária)”, diz o comunicado do sindicato.

Na planta de São Caetano, diz o sindicato, o déficit foi de 349 postos de trabalho. E em Gravataí foram criados 204 postos – a entidade diz que foi a única planta com saldo positivo de empregos.

A GM disse que não iria comentar os números do sindicato dos metalúrgicos.

Ministério do Trabalho

O ministro do Trabalho, Brizola Neto, admitiu mais cedo nesta segunda-feira que a GM deve demitir funcionários da fábrica de São José dos Campos. Apesar de o governo federal ter concedido desoneração da folha de pagamento e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao setor automotivo, ele afirmou que a intenção da montadora de transferir a produção de veículos para outras plantas é anterior à crise.

“A presidente Dilma Rousseff foi clara quando o governo anunciou a desoneração. Mas, o caso da GM é excepcional. A própria empresa já tinha manifestado a intenção de fazer a mudança da planta. As demissões ainda não ocorreram porque a empresa foi sensível ao pedido do governo para que fossem diluídas ao longo do tempo”, afirmou o ministro, após de debate com o Grupo de Líderes Empresarias (Lide).

No entanto, Brizola Neto procurou amenizar as possíveis demissões dos funcionários que trabalham na unidade do interior de São Paulo. Segundo ele, no contexto geral, com a abertura de novas vagas de emprego em outras plantas das GM, o “saldo será positivo”. “Existe uma decisão da empresa de fazer uma realocação (da produção). Ao final do processo, vai ser positivo. (A GM) vai fazer transferências para Curitiba e Gravataí e vai contratar (mais funcionários)”, garantiu.

Além disso, o ministrou tentou amenizar a “crise” na planta da montadora em São José dos Campos. De acordo com ele, o problema é de antes da crise e não significa, necessariamente, que as medidas tomadas pelo governo não surtiram efeito.

“No caso específico da GM, é preciso compreender a particularidade. A GM já vem trazendo essa questão da planta há alguns anos, antes da crise e do Brasil Maior (programa do governo que desonerou folha de pagamento e o IPI para alguns setores da indústria). Mas, está contratando em Gravataí , São Caetano do Sul e Joinville. É claro que o governo esta acompanhando e esperando a manutenção dos postos de trabalho. E nós estamos tentando amenizar e diluir essa realocação”, disse.

Entenda

Na última quinta-feira, o Ministério da Fazenda convocou a GM para dar explicações sobre a situação da fábrica da montadora em São José dos Campos. A reunião entre o órgão e a montadora está marcada para esta terça-feira e contará com a presença da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A reunião foi convocada para que a montadora possa explicar a suspensão das atividades da fábrica na terça-feira da semana passada e os próximos passos da montadora em relação à planta de produção. A manutenção dos empregos foi uma das condições impostas pelo ministério para o desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as montadoras.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a GM pretende encerrar as atividades na cidade. No próximo dia 4, a montadora e o sindicato de metalúrgicos da região terão nova reunião sobre o futuro da unidade, em meio à expectativa de corte de cerca de 1.500 trabalhadores.

A linha de São José produz modelos que estão sendo substituídos pela GM por veículos produzidos em outras fábricas da montadora, como São Caetano do Sul. A partir de agora, o complexo ficará responsável apenas pela a fabricação do sedã compacto Classic, da pick-up S10 e da nova Blazer, que está prevista para estrear ainda este ano.

Em nota, o sindicato disse que Corsa, Zafira e Meriva somavam o mesmo volume de produção do Classic atualmente: 370 carros por dia. O sindicato propõe que os empregos sejam mantidos por meio da produção integral do Classic na planta local, da nacionalização do Sonic – que é importado da Coreia do Sul e da produção de caminhões.

Desoneração

No último mês de abril, o governo federal anunciou medidas para estimular a indústria nacional neste momento de crise internacional. Além da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o ministro da Fazenda desonerou a folha de pagamento de alguns setores. Entre os que concordaram com as medidas e foram beneficiados estão os setores têxtil, confecções, couro e calçados, móveis, plásticos, material elétrico, autopeças, ônibus, naval, aéreo, bens de capital, mecânico, hotéis, call centers, tecnologia da informação e produção de chips. As ações fazem parte do programa Brasil Maior, que visam dar mais competitividade à política industrial brasileira.

Fonte: Terra

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