Efetivação de temporários cai pela metade em Goiânia

Devido o baixo crescimento das vendas de final de ano, o comércio começou 2015 contratando menos profissionais. A efetivação é 50% menor do que o mesmo período de 2013, segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas).

O presidente do Sindilojas, José Carlos Palma Ribeiro, explica que normalmente são abertas 15 mil vagas temporárias no final de ano, em todo o Estado, e destas, aproximadamente 12 mil são efetivadas. Mas, em 2014 foram criadas 11 mil vagas e a estimativa é de que somente 6 mil pessoas sejam efetivadas.

Confiança

“Houve redução tanto no número de temporários quanto nas contratações efetivadas. Além disso, não teve aumento significativo nas vendas e a confiança do comércio na economia atual é baixa”, frisa José Carlos.

“Os juros mais altos para o consumidor, a desaceleração do mercado de trabalho e a inflação ainda elevada, impõem um cenário pouco promissor para as vendas do varejo nos próximos meses e, consequentemente, reduz a taxa de efetivação dos temporários”, afirma.

O dirigente acrescenta que, no cenário atual, muitas pessoas estão sendo contratadas substituindo funcionários mais velhos de casa. “A efetivação está acontecendo também em forma de trocas de empregados antigos por novos, que demonstraram mais empenho e produtividade.”

Números baixos

O diretor da Fnac de Goiânia, André Grimone, revela que dos 36 temporários contratados pela loja, nenhum foi efetivado. “Não houve crescimento nas vendas e optamos por esperar os resultados desse início de ano. Todas as pessoas que trabalharam conosco serão as primeiros da lista a serem contratados em caso de surgimento de novas vagas”, diz André Grimone.

Os setores de vestuário, eletrodomésticos e brinquedos se saíram melhor na contratação de temporários. Mas, nem eles estão prevendo bons resultados para a efetivação de quem foi contratado para trabalhar no Natal.

A loja Pé e Cia Calçados contratou dez temporários e destes apenas três foram efetivados para um período de experiência. A proprietária Margareth Maia Sarmento esclarece que esses empregados estão em observação antes de uma contratação definitiva.

“Eles foram os melhores e por isso vamos observá-los por um tempo. Fizemos também substituição de funcionário antigo que está acomodado e colocamos o que teve desempenho melhor.”

Retração

De acordo com Margareth, o ano de 2014 foi marcado por uma grande retração no mercado. Em relação às vendas, ela afirma que foi o pior Natal dos últimos 12 anos. Por isso, a contratação foi a menor.

“Se as vendas retraem, o mesmo acontece com as contratações. Mantemos um quadro menor até uma reação positiva do mercado. Para o funcionário contratado é interessante, pois ele consegue uma comissão maior com menos competitividade nas vendas”, explica Margareth.

Poliany da Cruz Soares, 18 anos, foi uma das funcionárias contratadas na Pé e Cia. Ela comemora o novo emprego e diz que não esperava pela efetivação. “Comecei o ano com o pé direito. Não tinha muitas expectativas, principalmente quando a maioria não foi contratada. Como crediarista, daqui para frente é crescer profissionalmente e contribuir para o crescimento da empresa.”

A mesma sorte não teve a estudante Kélyta Maria dos Santos, 21, que trabalhou como vendedora em uma loja de eletrodomésticos. “Éramos oito empregados temporários e apenas dois foram contratados. A empresa alegou que não teria como empregar todos, pois as vendas não atenderam as expectativas”, conta a estudante Kélyta Maria.

Fonte: O Popular

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