Educação é crucial para aumento da produtividade

O Brasil só manterá os avanços sociais das últimas décadas se acelerar o ritmo do crescimento econômico. Isso depende do aumento da produtividade das empresas. Há, porém, um obstáculo para isso a baixa qualidade da formação dos trabalhadores. “O Brasil precisa repensar a qualidade da escola. Necessitamos de um sistema educacional que ajude o país a avançar. As políticas sociais dos últimos anos nos ajudaram a dividir riqueza. Agora, temos de gerar mais riquezas”, disse o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, ontem, no 4º Fórum Estadão Brasil Competitivo, em São Paulo.

Pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que o Brasil precisa de cinco trabalhadores para produzir o mesmo que um trabalhador americano. Para Lucchesi, isso é resultado da baixa qualidade da educação brasileira, associada a uma cultura de formação que não prepara adequadamente as pessoas para o trabalho. “Enquanto no Brasil menos de 7% da população entre 18 e 24 anos faz educação profissional, nos países mais ricos, esse percentual sobe para 50%”, disse.

Segundo Lucchesi, a sociedade deve discutir a escola. “Hoje, o único grupo de pressão organizado em torno do tema são os trabalhadores da educação. As empresas, os pais e outras instâncias precisam repensar a qualidade da formação”. A escola não pode, destacou ele, formar estudantes levando em conta que todos ingressarão no ensino superior. “Apenas 17% dos jovens vão para as universidades. Os outros têm o direito de ser preparados para ter um lugar qualificado no mercado de trabalho”, analisou.

Formação técnica

Na avaliação do ministro da Educação, Aloízio Mercadante, o principal gargalo que o Brasil tem hoje na educação é a formação técnica e profissionalizante. De acordo com Mercadante, durante muito tempo o Brasil não deu importância a essa modalidade de ensino e hoje, com o mercado de trabalho aquecido, é a boa formação profissional que vai aumentar a produtividade.

“Países da Europa estão desempregando e reduzindo salários. Como o Brasil está empregando e aumentando salários, está perdendo competitividade pelo custo do trabalho. Produzir com mais eficiência é fundamental para o país vencer a concorrência lá fora”, disse o ministro. Nesse sentido, ele ainda lembrou que a ação de destaque para a economia é o Pronatec.

Fonte: O Hoje

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