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Dólar acelera alta e encosta em R$ 2,92

O dólar à vista fechou em alta de 0,90%, a R$ 2,9190 – maior nível de fechamento desde 3 de setembro de 2004 , influenciado pelo pessimismo com a economia, pela perspectiva de redução das intervenções do Banco Central no câmbio e pela crescente dificuldade do governo para aprovar os cortes de gastos no Congresso.

A visão corrente é que o Banco Central deverá reduzir as operações que vinha fazendo para conter a alta e a volatilidade do dólar, deixando a moeda americana se valorizar mais nas próximas semanas. Até então, acreditava-se que o BC não deixaria o dólar subir devido à inflação.

A alta não reflete o impasse político criado pela devolução, pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, da medida provisória que revê desonerações de folha de pagamento, já que esse anúncio foi feito depois do fechamento do mercado.

O movimento de ontem foi causado pela perspectiva de mudança no principal instrumento do BC para conter a alta do dólar: a venda de contratos que equivalem à compra de dólar no futuro, conhecido como swap cambial. Nessa operação, o BC se compromete a pagar em reais a variação do dólar em uma determinada data, geralmente o início do mês. Isso retira a pressão sobre a moeda.

Na sexta, o BC anunciou um leilão menor do que o habitual desse instrumento, sinalizando que só deve rolar 80% do total de US$ 9,964 bilhões de contratos existentes. “O BC está testando qual seria a reação do mercado”, disse Fabiano Rufato, gerente da Western Union.

Segundo Sidnei Nehme, diretor da NGO, o contexto geral impele à alta do dólar. “Quando o emocional se afasta e o racional prevalece, o dólar sobe”, afirmou. Desde 30 de janeiro, quando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que não manteria “artificialmente” o câmbio, o dólar já subiu 11%. No ano, a alta é de 9,67%.

Bolsa

Na Bolsa, o Ibovespa subiu 0,56% e encerrou marcando 51.304 pontos. Das 68 ações negociadas, 40 subiram, 26 caíram e duas fecharam estáveis. O destaque do pregão ficou com os papéis da Petrobras, que fecharam com alta superior a 2%. As ações preferenciais, mais negociadas e sem direito a voto, subiram 2,13%, a R$ 9,60. Os papéis ordinários fecharam em alta de 2,48%, a R$ 9,51.

A empresa anunciou na segunda-feira que pretende obter US$ 13,7 bilhões (R$ 39 bilhões) com a venda de ativos no Brasil e no exterior. A cifra representa um aumento de 25% em relação ao teto da meta originalmente traçada – de US$ 11 bilhões (R$ 32 bilhões), valor estabelecido em fevereiro do ano passado no Plano de Negócios e Gestão para os anos de 2014 a 2018. O piso, na época, foi fixado em US$ 5 bilhões (R$ 14,5 bilhões).

Fonte: O Popular

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