Distribuidoras podem ser multadas em até R$ 3 milhões

Distribuidoras de combustíveis instaladas na base compartilhada (pool), localizada no Jardim Novo Mundo, em Goiânia, poderão ser autuadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), até sexta-feira, caso seja comprovada responsabilidade da base pelo desabastecimento de postos no Estado de Goiás. As multas podem atingir até R$ 3 milhões por posto desabastecido.

De acordo com o chefe do escritório da ANP em Brasília, Manoel Polycarpo de Castro Neto, está prevista uma nova visita de representantes de diversos órgãos, encabeçados pela ANP, até o fim desta semana, à base compartilhada do Jardim Novo Mundo. Será verificado se houve adequações e reestruturações no local para dar celeridade ao procedimento de carregamento dos caminhões-tanque, dentro das novas exigências impostas pela ANP. Após a Resolução 44 entrar em vigor, o tempo de carregamento de cada caminhão aumentou de três horas para 48 horas. Diversos postos de combustíveis goianos estão com dificuldade para traçar um planejamento de estoque, ficando, pontualmente, sem algum tipo de produto nos tanques. “Estamos investigando e analisando os documentos no decorrer desses dias. Faremos novas visitas esta semana e nas próximas para verificar as adequações adotadas pelas distribuidoras”, afirma.

FISCALIZAÇÃO

Na primeira fiscalização, ocorrida na última sexta-feira, conforme foi divulgado pelo POPULAR, ficou constatado grande déficit no quadro de funcionários da base do Jardim Novo Mundo. “Ao contrário do que dissemos, eles possuem três funcionários para atender mais de 400 caminhões-tanque nos dias movimentados (um funcionário para cada turno). Mas eles assumiram que precisariam dez vezes mais funcionários para atender a demanda”, reitera Manoel Polycarpo. Na sexta-feira, o servidor federal informou que apenas dois funcionários faziam a coleta das amostras de combustíveis.

SITUAÇÃO

Na análise do diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto-GO), Gustavo Faria, de forma geral, ontem era possível fazer somente um carregamento. “De manhã os carregamentos fluem, mas no decorrer do dia a programação vai se complicando”, diz. Ele acrescenta que as distribuidoras precisam tomar providências e arcar com os prejuízos dos postos de combustíveis.

Gustavo Faria acredita que, ao longo da semana, o intervalo entre o carregamento de uma carreta deve se alongar. Sem conseguir cumprir os prazos já logo no início da semana, o mais provável é que,em efeito cascata, os prazos de carregamento se estendam paulatinamente.

Ele afirma que, pontualmente, diversos postos de combustíveis estão ficando sem algum produto nas bombas. “Isso é um prejuízo enorme”, diz. Ele ressalta que integrantes do Sindiposto vão se reunir hoje à tarde, a fim de discutirem posicionamento jurídico para evitar mais transtornos e despesas para os proprietários dos postos. “Estamos trabalhando sem estoque, a maior parte ficou sem poder atender o cliente em algum momento. Isso gera problema, por exemplo, com empresas que têm contrato de abastecimento”, afirma.

Fonte: O Popular

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