Dieese e governo acertaram bases para calcular medidas sobre seguro-desemprego

Técnicos designados pelas centrais sindicais e pelos Ministérios do Planejamento, Fazenda, Trabalho e Previdência acertaram, em reunião na semana passada, um ajuste na base de dados e nos critérios de cálculos de pelo menos dois itens: seguro-desemprego e abono salarial.

O objetivo é convergir para uma maior proximidade entre os cenários traçados pelas centrais e pelo governo e que permita algum acordo sobre as Medidas Provisórias 664 e 665, que tratam de alterações em alguns benefícios trabalhistas. Os sindicalistas querem a retirada das MPs e farão um protesto nesta quarta-feira, 28, em todo País para reforçar a demanda e pressionar o governo.

Por outro lado, o governo propôs, em reunião no último dia 19 com a presença de quatro ministros, a criação do grupo técnico para que as medidas possam explicadas para os sindicais. A primeira reunião do grupo aconteceu na semana passada e um segundo encontro deve ocorrer após a reunião já agendada entre a equipe da presidente Dilma Rousseff e sindicalistas no próximo dia 3.

Na reunião, que acontecerá no prédio da Presidência da República em São Paulo, assessores do governo e das centrais sindicais devem discutir o resultado da análise técnica das possíveis consequências da MP para os trabalhadores brasileiros. Segundo Clemente Ganz, um dos técnicos do Dieese designados para representar os trabalhadores, além de conseguir ter acesso a base de dados que foi utilizada pelo governo para formular as medidas do abono e do seguro-desemprego, foi solicitado também informações referentes à Previdência, que o governo prometeu fornecer. “Vamos convergir nos dados para ter como realizar o debate político. Passaremos a usar os mesmos óculos”, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

O técnico do Dieese reconheceu, por exemplo, que os dados usados pelas centrais em relação ao seguro-desemprego são “superestimados”. “Nós usamos os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) para calcular o universo que pode pedir o seguro-desemprego. O governo usa o Dataprev, que é a base efetivamente usada para concessão do benefício”, diz. “Agora vamos refazer os nossos cálculos dos impactos das medidas com esse novo universo”, completou.

Fonte: Diário de Goiás

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