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Cresce a participação das mulheres que atuam diretamente na zona rural

Hoje, as mulheres estão completamente inseridas no campo, seja no artesanato, na culinária, na produção familiar ou na grande agricultura.

Maria Angelita Ferreira prova o quanto o sexo feminino é cada vez mais forte no campo. Foi dela a ideia de deixar o plantio de amendoim e algodão de lado em anos de safras ruins e mudar de ramo. Ela motivou o marido a criar a horta e plantar verduras e legumes para vender na cidade.

Dados referentes ao último Censo realizado em 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que já são mais de 3,5 milhões de mulheres atuando diretamente no campo, seja agricultura ou na pecuária. Só no estado de São Paulo, são quase 225 mil. Elas enfrentam uma rotina pesada, lado a lado com os homens, e se destacam no trabalho.

Silvia Regina Silva é engenheira agrônoma há 14 anos. Hoje, o trabalho e a opinião dela são referência no apoio ao agricultor em Martinópolis, município no oeste de São Paulo, mas conquistar esse espaço não foi tarefa fácil. “No início, quando me formei, tive muita dificuldade. Mandei vários currículos e não tive resposta, enquanto outros amigos logo iniciaram na atividade. Foi difícil, mas hoje o pessoal enxergou que não importa o sexo, mas sim, o trabalho”, conta.

Já Angelita diz que existe ainda muito a fazer, mas que sente orgulho em estar no comando. Ela espera que, da mesma forma que conseguiu conquistar um caminho, outras mulheres também encontrem a felicidade no campo. “A mulher, além de tudo tem que ser mãe, esposa e amiga. Eu sou feliz e muito realizada”, diz.

Fonte: G1

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