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Conta levará inflação ao topo da meta

O aumento das tarifas de energia elétrica levará a inflação para o topo da meta ao fim do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. O instituto estima que o IPCA vá fechar 2014 em 6,4%, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do teto de 6,5%. O centro da meta para o ano é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

A previsão do Ibre é mais pessimista que a dos bancos e consultorias ouvidos pelo BC no Boletim Focus (-6,1%). A estimativa do Ibre é que a conta de luz suba 8% neste ano. O instituto levou em consideração os 4,5% de reajuste sinalizados pela Aneel e estima outros 4% relativos ao abatimento da conta do uso das termelétricas. O risco de apagão, contudo, ainda não consta do chamado cenário base dos economistas do Ibre. “A única coisa que está considerada é a questão do aumento da tarifa, já que racionamento não dá para considerar ainda”, afirmou a economista Silvia Matos.

O aumento da conta de luz traz preocupação para a inflação, segundo Matos, devido às possibilidades de alta de outros preços que já há algum tempo vêm pressionando o indicador oficial, como serviços, cuja estimativa do Ibre é de alta de 8,4%, e alimentos, com alta de 5,5%.

RESERVATÓRIOS

As chuvas fracas da semana passada fizeram o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) rever o nível dos reservatórios do Sistema Sudeste/Centro-Oeste – o mais importante do País – para o fim de março. Inicialmente, o órgão esperava alcançar 41,3% de armazenamento na última semana do mês. Agora a previsão é de 38,5%, o que eleva os riscos do sistema.

Apesar da situação crítica, especialistas afirmam que o governo vai jogar todas as fichas nas termoelétricas para garantir o abastecimento do País durante o período seco, que vai de maio a outubro. O problema é o elevado custo da operação.

Fonte: O Popular

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