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Como fugir dos altos juros do cartão

As taxas de juros das principais modalidades de crédito no Brasil voltaram a subir em abril. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) registra a sétima elevação consecutiva, a quarta só este ano, dos juros do comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC-bancos-financiamento de veículos, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras.

Chama a atenção a taxa cobrada pelos operadoras de cartão de crédito, quase 300% ao ano, e pelos bancos no cheque especial (205,06% ao ano). A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou alta de 0,06 ponto percentual no mês (1,48 pontos percentuais no ano), equivalente a uma elevação de 0,89% no mês (1,25% em 12 meses).

Com isso, avançou de 6,71% ao mês (118,00% ao ano) em março/2015 para 6,77% ao mês (119,48% ao ano) em abril/2015 sendo esta a maior taxa de juros desde julho/2011. Vale lembrar que se trata de uma média, podendo ser encontradas taxas bem superiores às do levantamento da Anefac.

Avaliação o coordenador da pesquisa e diretor executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, explica que o cenário econômico desfavorável, de baixo crescimento,inflação elevada, aumento de impostos e juros maiores, aumenta o risco de inadimplência. “Tudo isto e mais as expectativas negativas para 2015 indicam que há a tendência das instituições financeiras elevarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a inadimplência”, comenta.

O economista chefe da Austin Rating, Alex Agostini, tem uma análise semelhante. “A alta deve continuar em virtude de alguns fatores, como, por exemplo, aumento da taxa de juros básica da economia (taxa Selic), risco do aumento da inadimplência e ampliação das restrições nas concessões de crédito”, afirma, considerando que o mais recomendável é que os consumidores deixem seus cartões guardados para serem utilizados somente em casos de extrema necessidade, além de pagar 100% do valor total da fatura.

O economista José Maria Porto, da Valorize Consultoria Empresarial, aconselha que o consumidor acesse o site do Banco Central sempre que fizer uma operação financeira para efeito de comparação da taxa do banco.”Estamos nos tempos das “vacas magras”, economizar nesse momento é fundamental”, afirma.

Porto avalia que que o cartão pode ser usado como aliado. “Consulte a sua fatura para saber o quanto você vem gastando, trace uma meta e se estiver gastando demais é hora de comprar somente o absolutamente necessário. Dê preferência para alimentação e gastos com saúde.”

Fonte: O Povo

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