CNM/CUT vai debater Contrato Coletivo Nacional

O objetivo é debater as reivindicações que farão parte das pautas que serão entregues às bancadas patronais em Campanha e definir o calendário de assembleias e o ato de Lançamento

“Vamos reunir todos os Sindicatos e as Federações de metalúrgicos do Brasil, filiados à Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT para discutir o Contrato Coletivo Nacional. Nossa luta é contra a precarização no trabalho. É preciso estabelecer o código de conduta para que seja implementado em todo o país”, disse o dirigente.

A Plenária Estatutária da Campanha Salarial 2012, da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP, na sede da entidade, em São Bernardo do Campo, reuniu os dirigentes dos 14 sindicatos filiados à FEM, que representam 255 mil trabalhadores em todo o Estado. O objetivo é debater as reivindicações que farão parte das pautas que serão entregues às bancadas patronais em Campanha   e definir o calendário de assembleias e o ato de Lançamento, que tradicionalmente acontece em frente à Federação das Indústrias no Estado de São Paulo (FIESP), na Avenida Paulista – SP. A data-base do ramo metalúrgico cutista é 1º de setembro.

Paulo Cayres saldou a todos e falou do orgulho em receber os metalúrgicos na sede da CNM/CUT e da FEM/CUT-SP. “Somos protagonistas da história deste país, que começou a mudar com a eleição de um metalúrgico para presidente, nosso companheiro Lula. E a continuidade do programa de governo que está dando certo com a nossa presidenta Dilma,” disse Cayres.

Plano Brasil Maior

O presidente da CNM/CUT falou sobre a participação dos metalúrgicos nas reuniões dos Conselhos de Competitividade do Plano Brasil Maior e os resultados obtidos. “Conseguimos colocar na pauta do PBM a diminuição da rotatividade no setor de autopeças, que no Brasil é de 39% (DIEESE). Foi um consenso entre trabalhadores, governo e empresários. Não foi fácil, mas depois da pressão dos trabalhadores a proposta foi aceita”, disse Cayres.

O presidente da CUT Nacional, Adi dos Santos Lima saudou os companheiros e disse que os trabalhadores estão indignados com a precariedade no transporte público em São Paulo. “A CUT tem o papel social de organizar, negociar, propor e reivindicar. Estamos preparando uma grande manifestação para o final deste mês, em frente à Secretaria Municipal dos Transportes da cidade de São Paulo, para protestar contra a falta de mobilidade dos transportes públicos para os trabalhadores”, disse Adi.

Para o presidente da FEM/CUT-SP, Valmir Marques, o Biro Biro, a Campanha Salarial deste ano não será diferente dos últimos anos. Sobre as principais reivindicações, Biro Biro destaca que a Federação lutará para que as bancadas patronais especialmente dos Grupos 10, 8 e Estamparia avancem na negociação e assegurem a licença maternidade de 180 dias. “Nas demais bancadas já conquistamos esta importante cláusula, então, esperamos avançar nestes grupos neste ano”, conta.

Com relação ao seguro de vida em grupo, o presidente da Federação explica que esta reivindicação beneficiará os trabalhadores das empresas que não têm este benefício. “Este direito visa oferecer uma garantia de seguro para o trabalhador e seus familiares em caso de invalidez, morte entre outras garantias”, finaliza.

A garra das trabalhadoras é um diferencial, na opinião da secretária da Mulher da FEM, Andréa Ferreira de Souza.” Vamos lutar para conseguir recuperar os espaços, buscar aumento real e a melhor negociação possível”, afirmou”

A Conjuntura Econômica foi apresentada pelo vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques. Em seguida, o técnico da subseção do DIEESE na CNM/CUT, André Cardoso fez a exposição dos dados sobre renda e empregos da categoria.

Fonte: Mundo Sindical (SP)

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