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Cesta básica sobe mais que inflação em Goiânia

Apesar do aumento acima da inflação de 0,54% em fevereiro – a inflação foi de 0,39% –, a cesta básica em Goiânia é a sexta mais barata entre as 18 capitais brasileiras pesquisadas. O valor do conjunto de 13 produtos calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) passou de R$ 273, 84 em janeiro para R$ 275,32 em fevereiro. No acumulado do ano, a alta nos preços é de 0,24%, já na comparação com fevereiro de 2013, houve queda de 3,85%.

Dos 13 itens pesquisados, nove tiveram queda nos preços, puxados pelo feijão carioquinha (-3,41%), farinha de trigo (-2,88%), manteiga (-2,52%), carne bovina (-1,41%), óleo de soja (-1,17%), banana prata (-0,88%), açúcar (-0,68%), pão francês (-0,57%) e leite in natura integral (-0,42%). Nesta pesquisa, o tomate também aparece como líder em aumento e o vilão da inflação teve a maior elevação (15,20%), seguido pelo arroz agulhinha (1,82%), café em pó (1,36%) e batata (0,46%).

Segundo a assessora técnica de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Christiane de Paula Rossi, a redução no preço da carne bovina não veio do produtor e pode ser resultado de estratégias do comércio varejista para atrair o consumidor e aumentar a demanda, que normalmente é mais baixa em janeiro e fevereiro. A equipe do O HOJE tentou contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas no Estado de Goiás (Sindiaçougue), mas ninguém atendeu as ligações.

De acordo com Christiane, o varejo não aplicou os aumentos no preço da arroba que ocorrem desde o início do ano, cujo preço médio de janeiro foi de R$ 105,60; em fevereiro, subiu para R$ 106,93 e nos dez primeiros dias de março o valor médio da arroba está em R$ 108. Porém, a assessora faz o alerta: se os estoques de animais continuarem baixos, os insumos em alta, os preços no varejo devem voltar a subir a partir deste mês.

No ano

Na comparação com fevereiro de 2013, o preço de seis produtos teve aumento: farinha de trigo (25,39%), pão francês (17,04%), leite in natura integral (8,12%), carne bovina (4,92%), manteiga (4,80%) e arroz (3,70%). Os outros sete itens tiveram redução: feijão (-35,74%), tomate (-28,96%), óleo (-23,56%), batata (-14,23%), café em pó (-8,07%), açúcar (-7,64%) e banana prata (-5,04%).

Em um ano, o leite teve aumento de mais de 8%, porém a recuperação nos preços do produto começou a ocorrer já em janeiro, primeiro por causa da queda ocorrida no valor do litro em novembro e dezembro, e depois por causa da forte estiagem que atacou o Estado e prejudicou as pastagens. O gerente de Estudos Técnicos e Econômicos da Faeg, Edson Novaes, diz que no fim do ano passado a redução no preço do leite variou entre R$ 0,15 e R$ 0,20 para o produtor. Ele explica que a tendência agora é de recuperação nos preços, até porque as indústrias estão se posicionando e pagando mais para os produtores para firmar a cartela de fornecedores quando começar a entressafra, prevista para abril.

Trabalho

Segundo o levantamento do Dieese, o goianiense precisou trabalhar 83 horas e 40 minutos para comprar os itens que compõem a cesta básica. No mesmo período, o trabalhador teve de comprometer 41,33% do salário mínimo líquido, para adquirir o conjunto de itens básicos.

Em fevereiro de 2013, a parcela do salário mínimo líquido comprometida com a compra da cesta básica correspondeu a 45,91%.

Fonte: O Hoje

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