Cesta básica sobe 4,69% em maio

Preços dos alimentos básicos em Goiânia têm maior reajuste do ano. Todos os itens, à exceção do pão, sofreram aumentos

Após um cenário de relativa estabilidade, com sensíveis quedas e ligeiras altas no ano, os preços dos produtos que compõem a cesta básica em Goiânia ficaram 4,69% mais caros na passagem de abril para maio. Conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a alta é a maior desde dezembro do ano passado. Exceto o pão, todos os itens ficaram mais caros. Os principais vilões foram o tomate, a banana, o feijão e o óleo de soja.

A supervisora técnica do Dieese, Leila Brito, destaca que a alta no mês é incomum e que foi provocada, principalmente, por influências climáticas que interferiram na produção de itens como o tomate e o feijão, que já deveriam sinalizar quedas nessa época do ano. “O clima este ano está diferente e surpreendeu produtores em todo o País”, diz.

O tomate e a banana, apesar de não serem itens de maior peso da cesta, ficaram 22,71% e 21,59% mais caro de um mês para o outro, respectivamente. Por outro lado, o feijão, quarto item que mais pesa nos bolsos do goianiense, voltou a mostrar elevação nos preços no mês passado. O grão já registra altas de dois dígitos em três dos quatro primeiros meses do ano, sendo que em janeiro o reajuste foi de quase 30%.

Todas as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese tiveram alta no preço do feijão no acumulado de 12 meses. As mais expressivas foram observadas em Belém (129,77%), Fortaleza (98,85%), João Pessoa (80,61%) e Goiânia (80,12%). A e a menor elevação verificada em Brasília (14,68%).

Segundo Leila, no Sudeste do País, é o excesso de chuvas que tem prejudicado a produção de itens como o tomate e a banana. “No Nordeste, co­mo é o caso de Irece na Bahia, um dos maiores produtores de feijão do País, tem enfrentado sérios problemas com a seca”, diz. Segundo ela, no caso do óleo de soja, que tem preço fixado em commodities, as cotações do dólar pressionam para que os preços no mercado externo se elevam.

Desaprovação

Nos supermercados, o consumidor desaprova os reajustes. “Está tudo muito caro. É um absurdo pagar R$ 5,50 no quilo do feijão e o tomate custar R$ 3,40 o quilo nesta época do ano”, reclama a aposentada Divina Braz Coelho, de 68 anos, que gasta menos de R$ 800 por mês na compra de alimentos para a família de quatro pessoas. “Com os preços de tudo subindo, não dá nem para se ter o luxo de parar de trabalhar”, lamenta.

A alta nos preços apresentada em Goiânia é a quarta maior do País, atrás de Recife (7,12%), Fortaleza (6,91%) e Salvador (4,74%). Florianópolis e Brasília tiveram as únicas quedas entre as 17 regiões pesquisadas pelo Dieese (-1,01% e -0,90%, respectivamente.

Fonte: O Hoje (GO)

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