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Cesta básica fecha com oitavo lugar

Custo dos alimentos básicos em dezembro ficou 10,61% maior

Em dezembro, a cesta básica em Goiânia ficou 10,61% mais cara, na maior alta entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Mesmo com o resultado, a capital manteve-se na oitava posição no ranking de menor valor no fechamento do ano. A cesta ficou 6,68% mais cara em 12 meses. Batata, tomate, arroz, feijão e carne puxaram a inflação em 2012.

De acordo com a supervisora técnica do Dieese, em Goiás, Leila Brito, apesar de ser comum haver alta no mês de dezembro, a média em anos anteriores tem girado em torno de 6% a 7%. “É normal haver uma pressão sazonal, mas não nessa magnitude”, diz Brito. A alta é, em parte, influenciada pelo aumento da demanda por carne. Quebras de safra do feijão e do arroz, este que obteve redução de área plantada, também pressionara a inflação em dezembro.

A cesta, que é composta por 13 alimentos, em quantidade suficiente para uma pessoa se manter por um mês, custou R$ 263,17 em dezembro passado. Em um ano ficou R$ 16,70, uma vez que, em dezembro de 2011, o valor era R$ 246,70.

Entre os alimentos que compõem a cesta, 11 tiveram alta em seus preços, em 2012, as maiores ficaram por conta da batata (74,79%), tomate (37,68 %), arroz agulhinha (24,31%), feijão (23,41%), óleo de soja (17,19%), café (15,32%), manteiga de leite (13,02%) e pão francês (5,64%). As reduções ficaram por conta do açúcar cristal (-14,36%%) e da carne bovina (-7,93%).

Em dezembro de 2012, todos os 13 produtos tiveram alta nos preços, começando pelo tomate (42,50%) mais caro. O preço da batata ficou 40,54% maior. Em seguida, os demais itens que tiveram maior aumento foram o arroz agulhinha (12,50%), a banana (12,02%), a carne bovina (9,26%); o óleo de soja (6,37%), o feijão carioquinha (5,53%) e o leite in natura integral (5,36%).

Em dezembro de 2012, o trabalhador goiano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 93 horas e 5 minutos de sua jornada mensal para adquirir os gêneros essenciais, tempo inferior às 99 horas e 35 minutos exigidos no mesmo período de 2011. A cesta corresponde a 45,99% em dezembro de 2012 do salário mínimo vigente, contra 49,20% no mês de 2011, e 41,58%, em novembro último.

Mais dados

Todas as capitais pesquisadas apresentaram alta em 2012, em nove delas acima de 10%. As maiores elevações foram apuradas em Fortaleza (17,46%), João Pessoa (16,47%) e Recife (15,26%). As menores oscilações ocorreram em Vitória (5,63%), Porto Alegre (6,32%), além de Goiânia.

São Paulo continuou sendo a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 304,90). Depois aparecem Porto Alegre (R$ 294,37) e, com custo semelhante, Vitória (R$ 290,89) e Belo Horizonte (R$ 290,88). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 204,06), Salvador (R$ 227,12) e João Pessoa (R$ 237,85).

Em dezembro, o menor salário pago deveria ser R$ 2.561,47, ou seja, 4,12 vezes o mínimo em vigor naquele mês, de R$ 622,00. Em novembro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.514,09, ou 4,04 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2011, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.329,35, o que representava 4,27 vezes o mínimo de então (R$ 545).

Fonte: O Hoje (GO)

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