Centrais sindicais negam greve geral na segunda-feira

O anúncio de tal paralisação surgiu nas redes sociais, mas precisamente no Facebook

Ao contrário do que a população acredita, a convocação para greve geral na segunda-feira não é um movimento fruto das centrais sindicais (que representam sindicatos de diversos segmentos). O anúncio de tal paralisação surgiu nas redes sociais, mas precisamente no Facebook. “Esse ato no dia 1º não tem nada a ver com as organizações sindicais. Isso, inclusive, é uma fria. Os trabalhadores devem seguir as orientações de suas bases”, conta João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical. Segundo ele, o Dia Nacional de Luta está marcado para o dia 11, junto com demais centrais: CSP-Conlutas, CUT, UGT, CGTB, CTB, CSB e NCST. “Será um dia de mobilizações.

O criador do evento no dia 1º, por meio da rede social, foi o músico Felipe Chamone. A chamada teve apoio de mais de 1 milhão de internautas. A equipe do Diário tentou, via rede, falar com Chamone, mas não teve resposta até o fechamento desta edição.

O diretor do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira, garante que as agências irão funcionar normalmente. “Nosso protesto está agendado para dia 11. Na segunda, todos os profissionais estarão trabalhando. Não fazemos parte dessa greve que estão falando.”

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, confirma a verdadeira data do protesto. “A paralisação do setor metalúrgico está agendada para o dia 11, conforme determinação das centrais. Quanto a agenda, horários e locais dos manifestos, terei mais detalhes a partir de terça-feira.”

De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o movimento terá caráter sindical e social. As paralisações, greves e manifestações terão como objetivo “destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos gabinetes dos ministérios e também construir e impulsionar a pauta que veio das ruas nas manifestações realizadas em todo o País dos últimos dias”.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, além de “mais investimentos em Saúde, Educação e transporte público de qualidade, como os manifestantes pediram e que é também uma pauta dos trabalhadores, os atos de julho irão reivindicar o fim dos leilões do petróleo, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução do salário, a reforma agrária e o fim do Projeto de Lei 4.330”. Para ele, “esse PL nefasto, que acaba com as relações de trabalho no Brasil e é, na verdade, uma reforma trabalhista escondida atrás de uma proposta de regulamentação da terceirização.”

Fonte: Diário do Grande ABC

Deixe um comentário