SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Centrais sindicais defendem a bandeira do trabalho decente

Neste dia 1º de maio, centrais sindicais defenderão a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário

Neste Dia do Trabalho, os trabalhadores goianos se unirão para defender o conceito de trabalho decente, que envolve aspectos como dignidade, qualidade de vida, boas condições de trabalho para evitar acidentes, e manutenção e ampliação de direitos.

O próximo domingo será marcado por vários eventos que reforçarão reivindicações como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem prejuízo para os salários, e o fim do fator previdenciário, que dificulta a obtenção de aposentadorias.

A Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO) vai iniciar as comemorações com a tradicional concentração dos 42 sindicatos cutistas e movimentos sociais com ato político na Praça Cívica.
De lá, os trabalhadores seguem em passeata até a Praça do Trabalhador, onde acontecem vários shows a partir das 17 horas (leia no Magazine). Para a presidente da CUT-GO, Bia de Lima, as manifestações culturais e políticas ajudam a alavancar a luta da classe trabalhadora.

A expectativa é reunir 10 mil trabalhadores. Durante o evento, a CUT irá empenhar bandeiras nacionais, como a redução da jornada de trabalho. O objetivo, segundo Bia, é forçar a votação do projeto de redução da jornada de trabalho em plenário no Congresso Nacional. A expectativa das centrais é que a medida resulte na abertura de mais de 2 milhões de novos empregos e garantir mais qualidade de vida ao trabalhador, que terá mais tempo livre para qualificação e lazer.

Os trabalhadores também querem reforçar sua participação no debate em torno da reforma tributária. “É um debate que não pode ficar restrito à empresários e governos. Quem mais paga imposto é o trabalhador, que quer decidir como fazer isso e a destinação dos recursos”, adverte Bia. As centrais sindicais defendem a redução dos encargos sociais, desde que não haja prejuízo na arrecadação para setores cruciais, como Previdência Social, saúde e educação.

Os trabalhadores também defendem uma maior oferta de empregos, mas que não dificulte avanços como a recuperação do salário mínimo e a manutenção de direitos adquiridos. Bia de Lima informa que a CUT também busca avanços e conquistas para as categorias de trabalhadores do campo, que têm dificuldade para obter garantias mínimas como carteira de trabalho. “Este ano, não conseguimos nosso objetivo de reajuste do salário mínimo, mas o crescimento econômico de 2010 trouxe melhores perspectivas de ganhos”, prevê.

Já a Força Sindical, que congrega 66 sindicatos e 3 federações de vários segmentos, fará uma grande festa para cerca de 30 mil trabalhadores na Feira Coberta do Bairro IAPC, em Anápolis. O presidente da Força Sindical de Goiás, Rodrigo Carvello, lembra que o objetivo é levar as comemorações também aos trabalhadores de municípios industriais do interior do Estado. No ano passado, a festa aconteceu em Rio Verde e, no próximo ano, deve ser realizada em Catalão.

A Força Sindical distribuiu cerca de um milhão de cupons em locais de grande aglomeração de trabalhadores ativos e inativos. Os que forem ao evento, portando documento de identificação, concorrerão a um carro, três motos e três televisores de plasma de 32 polegadas. O evento terá shows e um espaço infantil com várias atrações gratuitas, além da distribuição de refrigerantes. A Força Sindical também defenderá a redução da jornada e o fim do fator previdenciário.

Fonte: O Popular

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