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Centrais sindicais criticam alta da Selic

A Força classificou a decisão como

As duas principais centrais sindicais do país, Contraf-CUT e Força Sindical, divulgaram nota criticando a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, para 12% ao ano.

A Força classificou a decisão como “desastrosa” e afirma que o governo caminha na contramão do desenvolvimento econômico com distribuição de renda. “O governo, mais uma vez, atende os interesses do capital especulativo, com uma clara demonstração de que o espírito conservador continua orientando a política monetária”, afirma a nota assinada por Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.

Segundo a Força, a decisão penaliza os trabalhadores. “Estamos cansados desta disposição do Copom em punir freneticamente o setor produtivo e abençoar o especulativo.”

Já na análise da Contraf-CUT, a medida compromete o crescimento e a geração de empregos, “apesar de contrariar parcialmente o mercado financeiro, que nas últimas semanas vinha exercendo forte pressão para uma elevação maior da taxa básica de juros”.

Mas a central acusa o BC de ceder “à chantagem do mercado financeiro, que faz terrorismo com o risco inflacionário e com suposto descontrole das contas públicas, mesmo com a redução do ritmo de geração de empregos em março, o que indica desaceleração de importantes setores da economia”, afirma no comunicado Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Na análise de Cordeiro, a elevação de 1,25% da Selic neste ano representa aproximadamente R$ 18,5 bilhões de aumento da dívida pública. “É uma negação absoluta dos compromissos assumidos pela presidenta Dilma Rousseff de que pretende em seu governo acabar com a miséria e levar o Brasil a taxas de juros civilizadas, próximas dos países do Primeiro Mundo.”

“O BC precisa ter coragem de enfrentar o sistema financeiro e interromper esse fluxo de transferência de renda para os mais ricos”, ressalta o presidente da Contraf-CUT.

A Contraf-Cut pede ainda que “a ampliação do Conselho Monetário Nacional para contemplar a participação da sociedade civil organizada, para que o Banco Central, além das metas de inflação, possa também fixar metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país”, encerra a nota.

Fonte: Folha.com

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