SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

Menu

Caminhoneiros em greve bloqueiam rodovias em quatros Estados

Eles permitem a passagem apenas de carros, ônibus, ambulâncias e veículos com cargas perecíveis

Caminhoneiros em greve fazem ao menos 11 pontos de bloqueio nesta terça-feira em rodovias federais em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina, os grevistas bloqueiam ao menos quatro rodovias federais. Eles permitem a passagem apenas de carros, ônibus, ambulâncias e veículos com cargas perecíveis.

O tráfego está parcialmente interditado na BR-282 nas cidades de Maravilha, no km 605; em Catanduvas, no km 406; em São Miguel do Oeste, no km 645. Na rodovia BR-158 o bloqueio ocorre no km 110, em Cunha Porã; na BR-163 há uma interdição no km 121 e a BR-480 está fechada no km 123, em Chapecó.

Em São Paulo, os bloqueios ocorrem na pista sentido Rio de Janeiro da rodovia Presidente Dutra, do km 27 ao 24, entre as cidades de Lavrinhas e Silveira.

No Rio de Janeiro, os manifestantes também fazem quatro interdições na via Dutra. No sentido São Paulo da rodovia, há bloqueios do km 228 ao 227, na serra das Araras; entre o km 276 e 264, em Barra Mansa, a interdição forma filas de 12 km.

Na pista sentido Rio, a interdição mais crítica ocorre entre o km 291 e 273, na região de Porto Real, com 18 km de congestionamento. Também há um bloqueio próximo da cidade de Resende, no sentido Rio, entre o km 305 e o 302.

No Rio Grande do Sul, os manifestantes bloqueiam os dois sentidos da rodovia BR-101, no km 22, em Três Cachoeiras. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os caminhoneiros permitem a passagem apenas de carros, ambulâncias e ônibus.

MOTIVOS

A greve dos caminhoneiros, que não tem o apoio dos sindicatos da categoria, tenta derrubar mudanças implementadas pelo governo federal para o setor de transporte rodoviário do país, como o cartão-frete (que formaliza a contratação dos motoristas autônomos) e a lei que institui o controle de jornada de trabalho da categoria.

Nélio Botelho, coordenador do MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro), afirma que as medidas têm reduzido a oferta de frete para os profissionais e diminuído os rendimentos em razão das restrições de horário de trabalho. Os caminhoneiros também reclamam da falta de estrutura das rodovias para cumprir as paradas obrigatórias previstas em lei, de quatro em quatro horas.

De acordo com Botelho, o protesto dos caminhoneiros tem enfrentado baixa adesão especialmente em São Paulo e nos Estados do Centro-Oeste, em que o setor de transporte rodoviário é controlado por grandes transportadoras e por multinacionais embarcadoras de grãos.

Fonte: Folha.com

Deixe um comentário