Cai o ritmo de criação de emprego

Em Goiás, Queda foi de 57,4% ante fevereiro e de 63% sobre março de 2010, mas resultado foi o 3º melhor em 8 anos

A criação de novas vagas de trabalho em Goiás desacelerou 57,4% em março, na comparação com fevereiro, e 63,75% ante o mesmo período do ano passado, embora o saldo ainda esteja positivo em 8.399 postos de trabalho, no mês, e em 38.052, no ano.

O desempenho em Goiás, porém, foi o terceiro melhor para o mês de março de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi ainda o quinto melhor do País, atrás apenas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

Serviços
Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. Em Goiás, os setores que mais geraram empregos foram os de serviços (3.030), indústria de transformação (2.514) e comércio (1.747). A especialista em Recursos Humanos Helena Machado Ribeiro, presidente do Grupo Empreza, disse que a geração de empregos, no mês passado, só não foi maior devido a falta de mão de obra qualificada. “As empresas têm muitas vagas em aberto, em todos os setores, mas não encontram trabalhador preparado para ocupá-las”, lamenta.

Expansão
Helena Ribeiro, do Grupo Empreza, observa que há uma grande demanda reprimida de trabalhadores em vários setores da economia, sobretudo para os da tecnologia da informação, da agropecuária e da indústria. Ela garante que a tendência é de expansão do mercado de trabalho, sobretudo porque, este ano, os empresários estão mais otimistas e pretendem tirar da gaveta projetos de expansão de suas empresas.

A especialista sugere às pessoas que estão em busca de novas oportunidades de trabalho que aproveitem o momento favorável para conseguir uma vaga no mercado. Para isso, ela orienta os trabalhadores a buscarem nova qualificação, mesmo que seja em curso de curta duração, que se reciclem, e que tenham atitudes pró-ativa, sendo multifuncionais e, sobretudo, que tenham disposição para aprender sempre.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a diminuição do número de assalariados com carteira assinada em março, em relação aos dois meses anteriores, em todo o Brasil, pode ser justificado, em parte, pela antecipação de contratações realizadas pelos estabelecimentos no mês de fevereiro e pela redução do número de dias úteis em março, devido ao feriado de carnaval.

Em Goiás, as cidades que tiveram os maiores saldos de empregos foram Goiânia (3.041), Cristalina (1.135), Anápolis (582), Aparecida de Goiânia (389) e Santa Helena de Goiás (316). Foram registradas mais demissões nas cidades de Goiânia (19.057), Aparecida (5.175), Anápolis (3.250), Rio Verde (2.293), Mineiros (1.205) e Itumbiara (1.181).

Fonte: O Popular

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