Cai número de mulheres em cargos de confiança

O número de mulheres ocupando cargos de confiança no País tem caído ano após ano. Em 2014, 47% das empresas brasileiras não contam com comando feminino, acima da média global de 33%, aponta a pesquisa do International Business Report 2014 (IBR), da Grant Thornton feito com 12,5 mil empresas em 45 Países. Os dados revelam um cenário de retrocesso em relação aos anos anteriores. Em 2012, apenas 26% das empresas não tinham mulheres no comando e, em 2013, a fatia aumentou para 33%.

De acordo com o sócio da Grant Thornton em Goiás, Otaniel Martins, essa mudança de comportamento das empresas surpreendeu. “Falta um alinhamento dos empresários em relação ao comportamento mundial, buscando inovar no que diz respeito ao plano estratégico das empresas”, comentou.

O levantamento mostra ainda que apenas 7% das empresas brasileiras têm planos para contratar ou promover mulheres nos próximos 12 meses, a metade da média global (14%). À frente da Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Goiás (AJE) há dois anos e sendo a primeira mulher a presidir a AJE, Cybelle Bretas, acredita que o mercado de trabalho está passando por um processo de renovação e, por causa disso, as mulheres alcançarão melhores posições no futuro.

“As mulheres se integraram de forma massiva há apenas três décadas. Por isso estamos em um processo de maturação e temos de respeitá-lo. O próprio mercado vai mudando e exigindo um novo estilo de liderança. Com o tempo, a gente vai mostrando competência e conseguindo o nosso espaço”, diz.

Ela defende que a mulher tem um perfil mais sensível com os colaboradores. “Independente do serviço, ele é composto por pessoas. A mulher é mais sensível, tem mais tato, e isso ajuda a construir um ambiente mais agradável, a desenvolver um trabalho em equipe. O modo de cobrar também é diferente, mas não é inferior”, relata.

“Ela não visa apenas os resultados, mas sim o caminho. Cada um tem a sua qualidade. Por exemplo, às vezes é preciso uma atitude mais enérgica, e nisso os homens se saem melhor. Por isso o ideal é o trabalho conjunto entre homens e mulheres”, complementa Cybelle.

Áreas de atuação

De acordo com o relatório global, os setores de educação e serviços sociais têm mais mulheres em posição de liderança (51%), seguidos por hospitalidade (37%). Já por outro lado, os segmentos de agricultura e eletricidade (ambos 16%) e de mineração (12%) são os que menos possuem mulheres liderando.

O IBR é uma pesquisa realizada há 19 anos com CEOs, diretores, presidentes e outros executivos seniores, levando em conta os cargos mais relevantes para cada nação.

Fonte: O Hoje

Deixe um comentário