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Brasil tem 9,1% de casas sem serviço de telecomunicação

Nesses domicílios, não há internet, telefonia fixa, móvel ou TV por assinatura. Dados revelam desníveis no acesso à tecnologia

Brasília e Rio – Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que em 9,1% dos domicílios brasileiros não existe qualquer serviço de telecomunicação, como internet, telefonia fixa, móvel ou TV por assinatura. Em 45,6% das casas, não há telefonia fixa e em 15,5% delas os moradores não possuem aparelho celular. Os dados constam do estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social – Serviços de Telecomunicações e revelam os desníveis regionais no acesso e uso da tecnologia pela população brasileira.

Apesar da quantidade de residências sem acesso aos serviços, a pesquisa revelou, por outro lado, que 40,8% dos domicílios no País possuem acesso à internet — o que abrange todas as tecnologias de acesso domiciliar à rede mundial de computadores. O dado coloca o Brasil na quarta posição da América do Sul em proporção de domicílios com acesso à rede, atrás de Uruguai, Argentina e Chile.

No primeiro patamar está a Região Sudeste, com 51,5% das casas com acesso à internet. Em seguida, estão Centro-Oeste e Sul, com índices de 40,7% e 42,9%, respectivamente. No terceiro patamar, estão o Norte e o Nordeste, com 20,7% e 29,2%.

“O número de pessoas com banda larga está crescendo e o desafio é levar não apenas a internet, mas a alta velocidade. Hoje, não adianta mais chegar com 256Kbps “, destaca o consultor em telecomunicações Eduardo Tude, da Teleco. “É preciso investir na ampliação da infraestrutura, tanto na banda larga fixa como na móvel”, disse.

SUBSTITUIÇÃO

A pesquisa ouviu 3.810 domicílios. Do total de entrevistados, 42,1% são da Região Sudeste, 28% da Nordeste, 14,6% da Sul, 7,9% da Norte e 7,5% da Centro-Oeste. Na avaliação do pesquisador do Ipea João Maria de Oliveira, as residências que ainda não têm acesso a qualquer serviço de telecomunicação, provavelmente, estão situadas na zona rural ou são de renda mais baixa.

“ Possivelmente, são domicílios que estão em área rural, em periferias de grandes cidades ou por questões geográficas, de relevo, não têm basicamente o serviço mais fácil, que é o de telefonia móvel, quanto mais TV por assinatura e telefone fixo”, disse.

A seu ver, a quantidade cada vez maior de casas sem telefone fixo indica o efeito substituição gerado pelo crescimento da telefonia móvel no País. Dos entrevistados que não possuem telefone fixo no domicílio, quase dois terços afirmaram que o celular substitui o telefone fixo.

Para Oliveira, a opção pelo celular é uma decisão “econômica e racional”. Os consumidores preferem comprar um aparelho que oferece mobilidade, na maioria das vezes com serviço pré-pago, a pagar a assinatura de um telefone fixo.

CONTRATAÇÃO

Segundo a pesquisa, 70,6% dos domicílios brasileiros contratam os serviços de telecomunicações separadamente. Na avaliação do instituto, isso mostra que o processo de convergência tecnológica, com vários serviços incluídos em um pacote, ainda não é realidade no mercado de telecomunicações brasileiro.

De acordo com Oliveira, esse cenário pode ser consequência, sobretudo, do fato de as famílias contratarem os serviços de prestadores diferentes ou da ausência da oferta de pacotes em todas as áreas. Além disso, a oferta de pacotes combinados pode não ser acessível financeiramente para as famílias. O pesquisador disse que, provavelmente, a baixa cobertura da TV por assinatura tem impacto sobre o avanço do processo de convergência no país.

“ No Brasil, o que alavanca os pacotes é a TV por assinatura. Nós acreditamos que essa convergência vai se tornar realidade na medida em que a TV por assinatura começar a ampliar seu nível de cobertura “, acrescentou Oliveira.

BANDA LARGA

Nos pacotes existentes, há o predomínio dos serviços de telefonia fixa e de banda larga. A telefonia fixa está presente em 80% dos pacotes, enquanto a banda larga está em 91,2%. Aqueles em que ambos os serviços estão presentes representam 76,4% do total.

Cada vez mais no gosto dos consumidores, a telefonia móvel é considerada boa por 65,5% de seus usuários, mas ainda tem a pior avaliação entre os serviços de telecomunicações ofertados no Brasil.

Fonte: O Popular

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