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Bovespa fecha em queda de olho no cenário político

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (21), com operadores adotando posições defensivas em uma semana que deve ter uma pauta política intensa, gerando temores de danos ao esforço fiscal do governo.Após manhã volátil com o vencimento de opções sobre ações, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, recuou 1,43%, a 46.590 pontos. Veja a cotação

O giro financeiro, inflado pelo exercício de opções, somou R$ 7,7 bilhões.

Petrobras tem menor cotação desde 2004

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em queda de 3,95%, a R$ 7,30, na menor cotação de fechamento desde agosto de 2004, enquanto as ações ordinárias recuaram 3,25%, segundo a Reuters.

A queda ocorreu apesar da alta dos preços do petróleo no mercado internacional, com o fortalecimento do dólar ante o real e a recente licença do presidente do Conselho de Administração da estatal, para citar os eventos mais recentes, endossando o cenário hostil para a empresa.

Outros destaques do pregão

Bradesco e Itaú caíram 3,09% e 2,23%, respectivamente, respondendo pela principal pressão negativa dada a relevante participação que ambos detêm no Ibovespa. O BTG Pactual publicou relatório afirmando que ainda não vê gatilhos que justifiquem um viés mais positivo para ambos os papéis, citando que a expectativa de piora de PIB, a operação Lava Jato longe do fim, o aumento do desemprego num ritmo mais rápido, o rebaixamento do rating do país, entre outros fatores, podem pressionar o faturamento e a qualidade dos ativos dos bancos.

A Gol despencou mais de 10%, no maior declínio percentual do Ibovespa, repercutindo o avanço do dólar para perto de R$ 4.

A Vale teve um dia sem tendência definida, terminando com as preferenciais em queda de 0,57% e os papéis ordinários com alta de 0,1%.

Cenário politico

Investidores seguiam atentos à pauta em Brasília nos próximos dias, particularmente a votação no Congresso Nacional de vetos presidenciais a determinadas medidas que, se forem derrubados, teriam implicações negativas ao ajuste fiscal.

Conforme destacou o Credit Suisse em nota a clientes, a derrubada do veto sobre o reajuste dos funcionários do Judiciário, por exemplo, anularia o tamanho dos cortes anunciados na semana passada.

Nesse contexto, declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no sentido de manter o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste de servidores do judiciário tiraram o Ibovespa da mínima do dia.

Também estão no radar o envio ao Congresso da medida que recria a CPMF, avaliada no mercado como essencial para o ajuste das contas públicas, e a aguardada reforma administrativa do governo da presidente Dilma Rousseff.

O quadro político nebuloso descolou o pregão brasileiro do movimento positivo em Wall Street, onde o S&P 500 fechou com ganho de 0,46%, recuperando-se de perdas recentes após a manutenção dos juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA.

Dados de fluxo da Bovespa disponibilizados nesta segunda-feira mostraram que o saldo de investidores estrangeiros no mês ficou positivo, totalizando R$ 94,985 milhões.

Fonte: G1

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