Bateria melhor vira diferencial

Um dos grandes desafios atuais é fazer a bateria do smartphone aguentar o dia todo. E se o celular já tiver alguns anos de uso, esquecer o carregador em casa é dor de cabeça na certa. Para atender às necessidades dos usuários e tentar resolver esse problema, fabricantes se empenham para reduzir o tempo de carregamento e prolongar a duração da carga. A missão fica clara com os novos aparelhos anunciados no mercado, que agora destacam a capacidade – miliampere-hora (mAh) – do componente.

A Apple aumentou a capacidade no iPhone 6 Plus, a Samsung com o Galaxy S5 também melhorou a autonomia e trouxe mais opções para reduzir consumo de energia. A Motorola, na semana passada, lançou para o Brasil o Moto Maxx, que promete até 40 horas de carga com a bateria de 3900 mAh e carregador rápido para até seis horas de uso após 15 minutos recarregando. Capacidade maior ainda foi apresentada no Marathon M3 da chinesa Gionee – disponível somente na Índia –, com 5000 mAh.

Dessa forma, juntamente com processador, câmera e outras características avaliadas na hora da compra, principalmente pelos consumidores que utilizam mais funções dos celulares inteligentes, a tendência é de que tecnologias de carregamento rápido e para economia de energia passem a ser mais observadas.

“Os usuários se importam muito e precisávamos resolver isso, porque a prioridade é manter a conectividade”, ressaltou o CEO da Motorola, Rick Osterloh, durante o lançamento do Moto Maxx.

Insatisfação

“Se um celular tiver tudo que preciso e uma bateria melhor, eu trocaria o meu. Odeio ter de carregar toda hora. A bateria já acabou no meio de ligações e quando eu mais precisava de internet”, afirma a técnica ambiental Yohanna Garcia, de 24 anos. Ela depende do carregador na bolsa e procura tomadas aonde quer que vá, o que faz com que não fique muito satisfeita com seu iPhone. Porém não está sozinha e esse não é um problema apenas da Apple.

De acordo com estudo da Kantar Worldpanel, divulgado em outubro, no topo do ranking sobre o que mais desagrada o usuário de smartphone no Brasil está a bateria. A reclamação número um é motivo de incômodo para 50% dos entrevistados, seguida pela memória (27%) e navegação na internet (25%).

“Os fabricantes precisam ter mais atenção a este item, que hoje é de fundamental importância no dia a dia das pessoas”, explica a executiva de Marketing da Kantar Worldpanel, Carolina Andrade.

Segundo Andrade, as gerações mais jovens são as que utilizam os celulares de maneira mais completa, aproveitando a maioria das funcionalidades, e logo são também os que mais reclamam da duração e da qualidade da bateria. “Eles utilizam cada vez mais aplicativos, tiram fotos, ouvem músicas e desfrutam das diversas funções, mas percebem que a bateria não consegue acompanhar no mesmo ritmo”, pontua ao lembrar que para o futuro pode-se esperar consumidores ainda mais exigentes.

Fonte: O Popular

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