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Balança tem o pior 1° trimestre da história

Nem mesmo uma melhora na chamada conta-petróleo foi suficiente para evitar que a balança comercial brasileira registrasse o pior primeiro trimestre da história, com um déficit de US$ 6,07 bilhões.

As exportações brasileiras somaram US$ 49,6 bilhões de janeiro a março, queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Bateram recorde de vendas no período soja em grão, carne bovina in natura e couros e peles.

A exportação de óleos combustíveis cresceu 24,3% no primeiro trimestre. Por outro lado, caíram as vendas de milho, etanol, açúcar, automóveis e autopeças. Os embarques de manufaturados foram prejudicados pela crise na Argentina.

As importações totalizaram US$ 55,66 bilhões no primeiro trimestre de 2014, com queda de 0,6%. A redução nas compras de combustíveis e lubrificantes foi de 12% e de bens de capital, 2,7%. O dólar mais caro reduziu as importações de bens de consumo não duráveis, principalmente de cosméticos.

Por outro lado, as compras brasileiras no exterior de bens de consumo duráveis subiram 10,9% no primeiro trimestre, por conta de eletroeletrônicos para a Copa do Mundo.

MÊS

Em março, a balança teve o primeiro saldo positivo do ano, de US$ 112 milhões, mas ainda assim foi o menor desempenho para o mês desde 2001. O resultado acendeu a luz amarela entre os analistas.

“A tendência não é animadora”, afirmou o economista da Rosenberg Associados, Rafael Bistafa. A expectativa da entidade é de superávit próximo a zero neste ano, com viés de baixa para a projeção. Bistafa destacou que, sazonalmente, março registra superávits da ordem de US$ 1 bilhão.

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o resultado de março traz um “viés de déficit comercial” para o resultado do comércio exterior deste ano. Inicialmente, a expectativa é que a balança encerre 2014 com superávit de US$ 7,2 bilhões.

BÁSICOS

As vendas externas de commodities, principalmente de soja, e a redução de 24,5% das importações de combustíveis e lubrificantes salvaram o resultado de março. As exportações somaram US$ 17,63 bilhões, sendo que US$ 9,3 bilhões foram de produtos básicos. As importações totalizaram US$ 17,52 bilhões no mês passado. “A soja contribuiu bastante no sentido de evitar uma piora significativa na balança”, disse Bistafa.

Castro destaca que o volume exportado de petróleo está muito abaixo do esperado. “Estávamos projetando aumento da quantidade exportada para recuperarmos o nível de 2012. Como o petróleo tem um peso grande na balança, no fim do ano podemos ter resultado negativo”, comentou o presidente da AEB.

Fonte: O Popular

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