Balança comercial de Goiás já registra recorde no ano

Enquanto o saldo da balança comercial brasileira (diferença entre exportações e importações) acumula déficit próximo de US$ 5 bilhões de janeiro a maio, a balança goiana registra recorde no mesmo período. Goiás tem um saldo positivo de R$ 1,2 bilhão, o que representa um crescimento de 62,4% sobre os cinco primeiros meses do ano passado, quando o saldo era de US$ 755,7 milhões.

Esse bom desempenho foi possível porque as empresas goianas já conseguiram exportar US$ 3,046 bilhões em produtos este ano, um volume 3,75% maior que no mesmo período de 2013 e o melhor desempenho da série histórica da balança comercial. O resultado foi possível mesmo com uma queda de 11% nas exportações maio, que somaram US$ 704,6 bilhões, em relação a maio do ano passado.

SUPERÁVIT

Somente no mês passado, a balança comercial goiana registrou superávit de US$ 326,3 milhões, o segundo melhor saldo do ano. O secretário interino de Indústria e Comércio, Rafael Lousa, lembrou que, hoje, a soja e seus derivados representam 50% das exportações goianas, seguidas pelas carnes, com 19%, e pelas ferroligas, com 9%. Os principais compradores dos produtos goianos continuam sendo China, Países Baixos (Holanda), Coreia do Sul, Reino Unido e Rússia.

“Hoje, há uma forte demonstração da competitividade de nossa economia, pois o mundo continua buscando soja e carnes para comprar”, destacou o secretário. Isso significa que Goiás é beneficiado pelo perfil de seus produtos. Enquanto isso, a balança brasileira é diretamente afetada pelas grandes importações de petróleo. “Em maio, as exportações goianas foram 2,8% maiores que em abril, mostrando que há um crescimento contínuo”, completou. O maior crescimento foi nas exportações de ferroligas: 35% sobre maio de 2013.

INDUSTRIALIZAÇÃO

Para Rafael Lousa, as exportações de soja só não registram uma participação ainda maior na balança comercial porque a legislação goiana oferece incentivos para industrialização local do grão, o que é muito bom, pois essa agregação de valor ajuda a gerar mais empregos no Estado. A expectativa da SIC é que as exportações goianas atinjam a marca de US$ 7,5 bilhões no fechamento desse ano, contra US$ 7 bilhões em 2013.

“O agronegócio é, hoje, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da economia goiana”, destacou Lousa. Ele lembrou que países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Austrália, se apoiaram no setor para bancar seu desenvolvimento e a expansão de seus negócios.

IMPORTAÇÃO

Entre janeiro e maio deste ano, as empresas goianas importaram US$ 1,835 bilhão em produtos, um volume 15,8% menor que no mesmo período do ano passado. Para Rafael Lousa, a alta na cotação do dólar é um dos fatores que podem explicar essa queda nas importações.

Os principais produtos importados por Goiás foram os farmacêuticos, com 28,7%, veículos automóveis, tratores e suas partes e acessórios, adubos e fertilizantes, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos. O Estado comprou esses produtos, principalmente, da Coreia do Sul, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Tailândia.

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