Aumentos que chegaram em 2015

Em apenas dois meses de 2015, dez produtos ou serviçosjá sofreram reajuste. Para os próximos meses estão previstos mais quatro aumentos (veja quadro). Energia elétrica, mensalidade escolar, passagem de ônibus, combustível, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e alimentação. “Tudo subiu muito, levei um susto”, resumiu o empresário José Hilton Guedes, de 32 anos, diante da lista de itens que tiveram o preço elevado neste começo de ano. Em meio à aceleração da inflação oficial do País, que acumula alta (7,14%) acima do teto da meta do governo (6,5%), muitos, como ele, se perguntam como fazer para driblar os aumentos.

E a resposta não é simples na prática. De acordo com economistas, o impacto percebido em janeiro e fevereiro revela que, este ano, ao menos no primeiro semestre, será preciso mais controle das finanças pessoais e saber por onde o dinheiro escapa mais. Sem receitas prontas, já que a pressão do aumento no nível de preços varia para cada cidade, bairro e residência. Fator que leva também à sensação de que os valores de serviços e produtos estão ainda mais elevados do que mostram os índices oficias.

Acima da inflação

Na casa de José Hilton, por exemplo, o aumento do combustível, das mensalidades da escola dos dois filhos e da conta de luz pesou mais em fevereiro do que os outros gastos da família, e ele avalia que a conta no final ficou bem acima da inflação divulgada. “Com R$ 1 mil, já não dá mais para comprar tudo o que julgamos necessário e temos de começar a pensar em economizar”, diz sobre as compras do supermercado, por onde ele e a esposa avaliam que podem começar a fazer um controle maior, já que educação e transporte são itens que pouco podem mexer.

Essa sensação de que o dinheiro rendeu menos é normal, segundo o gerente de pesquisas do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), que realiza mensalmente a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia, Marcelo Eurico Sousa. “São reajustes no primeiro bimestre que pressionam fortemente o bolso do cidadão se levar em consideração que o salário teve reajuste de 8,84% e vários itens subiram muito mais.” Somado a isso, o que cada pessoa escolhe para consumir pode impactar mais ou menos no orçamento em casa, é a chamada inflação pessoal.

Maiores pressões

Marcelo Eurico explica que os três primeiros meses do ano apresentam as maiores pressões, principalmente por causa de tarifas públicas, como energia e transporte coletivo. Por outro lado, em 2015, outros grupos também colaboram para inflação nas alturas. Muitos alimentos puxaram o índice inflacionário em janeiro e não foi diferente em fevereiro, com destaque para feijão carioca, arroz, batata e tomate.

Fechado em 1,78% em Goiânia, em janeiro, o índice inflacionário medido pelo IMB da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) mais que dobrou em relação a dezembro e foi o maior para o mês desde 2003, quando chegou a 2,60%. “Teremos uma inflação elevada novamente, sem pressões com educação, como aconteceu, mas com alta dos alimentos, que tende a ser maior”, revela Marcelo Eurico, sobre pesquisa que será divulgada nos próximos dias referente a fevereiro.

A expectativa para os meses seguintes também não é boa. Além de fatores como sazonalidade, a crise no transporte de cargas e logística pode colaborar com reajustes extras consideráveis para o consumidor, com aumento do frete. “Ainda há previsão de novos reajustes, que impactam o preço final de vários produtos.”

Fonte: O Popular

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