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Atividade da indústria nacional cresceu em junho, diz CNI

Faturamento da indústria teve alta de 2,9% na comparação com maio. No primeiro semestre de 2012, porém, houve recuo da atividade industrial

A atividade da indústria brasileira cresceu em junho na comparação com maio, informou nesta terça-feira (7) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com relatório da entidade, o faturamento do setor industrial teve alta de 2,9% e, as horas trabalhadas, subiram 1,8%. Os índices já descontam os efeitos sazonais.

O emprego nas indústrias aumentou 0,3%, informa o documento. A massa salarial, entretanto, recuou 1% em junho na comparação com maio e o rendimento médio no setor caiu 1,4%. Segundo a CNI, esta é a maior queda para meses de junho desde 2006.

Os indicadores da CNI apontam ainda que a utilização da capacidade instalada das indústrias do país teve queda de 0,1% em junho na comparação com maio, o que para a entidade representa estabilidade. As empresas do setor operaram, em média, com 80,8% da capacidade em junho, menor patamar desde setembro de 2009.

Primeiro semestre

No acumulado entre janeiro e junho de 2012, porém, a atividade industrial brasileira registra recuo na comparação com igual período do ano passado, diz a CNI. As horas trabalhadas tiveram queda de 1,4% e a utilização da capacidade instalada foi 1,2 ponto percentual menor.

Mesmo assim, o setor registra alta de 3,1% no faturamento neste primeiro semestre. O nível de empregos na indústria ficou estável na comparação com o mesmo período de 2011. Já os salários tiveram aumento 6,8%.

De acordo com a CNI, o primeiro semestre do ano foi “perdido para a maioria dos seguimentos da indústria”. De 19 setores pesquisados, 11 registraram queda na utilização da capacidade instalada, o que significa que estão mais ociosos.

O gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flábio Castelo Branco, disse que o semestre passado foi “ruim” para a indústria, com faturamento como único índice positivo. De acordo com ele, o faturamento em alta não é necessariamente bom, pois representa cada vez mais uso de insumos importados.
“[As empresas] usam cada vez mais componentes importados e, no seu faturamento, isso aparece. Mas produzem menos, terminando por empregar menos”, disse Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Política Econômica da CNI.

Segundo ele, a indústria tem trabalhado com níveis de estoque “acima do desejado”, o que contribui para retardar a retomada da produção. Em junho, apontou ele, houve redução de estoques em alguns seguimentos estimulados pelo governo com redução de impostos, como automotivo.

Ambiente melhor

Castelo Branco disse que o ambiente para a indústria nacional melhorou nos últimos meses, por conta principalmente da desvalorização do câmbio e taxas de juros menores. Mas avalia que são “movimentos recentes”, que precisam de mais tempo para se configurar uma tendência.

Além disso, afirmou ele, ainda existe hoje uma oferta excessiva de produtos manufaturados no mundo por conta da crise, com penetração crescente de importados no mercado nacional, que dificulta a retomada da indústria.

Mesmo assim, Castelo Branco disse esperar uma “recuperação lenta e gradual” da indústria brasileira a partir do segundo semestre de 2012. Para ele, a expectativa de retomada no crescimento da produção faz com que a indústria preserve seus empregos. Entretanto, apontou, “se a reação não vier, isso vai acabar se manifestando no mercado de trabalho.”

Fonte: G1.com

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