Aparecida de Goiânia terá novo complexo industrial

Local receberá investimentos públicos e privados da ordem de meio bilhão de reais e criará 17 mil novos postos de trabalho

Com investimentos de R$ 500 milhões, o lançamento do novo Complexo Industrial de Aparecida de Goiânia consolida a valorização da potencialidade logística do município. Com área total para construção de 960 mil metros quadrados e expectativa de abrigar 110 empresas de seis setores diferentes, este é o quarto condomínio horizontal em fase de implantação em Aparecida de Goiânia, somado a outros cinco já existentes. A expectativa é de que as obras de infraestrutura estejam finalizadas daqui a seis meses e o complexo, quando em total funcionamento, gere 17 mil novos postos de trabalho.

O empreendimento vai contar com polos nas áreas de logística, metalmecânica, gráfica, construção civil, alimentos e multissetorial. O setor público vai investir R$ 10 milhões em infraestrutura e projetos, além de R$ 500 milhões do setor privado. “Esse complexo vem atender uma demanda reprimida de empresas com interesse em se instalar no município”, afirma o secretário de Indústria e Comércio de Aparecida de Goiânia, Marco Alberto Campos, que esteve ontem no lançamento, que contou ainda com a participação do governador Marconi Perillo e do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Marco Alberto diz que os governos estadual e municipal estão negociando para que cerca de um quarto das áreas sejam oferecidas para empresários cadastrados pela prefeitura. “Esperamos um incremento de 20% do PIB.”

O complexo vai comportar o modelo cluster vertical – agrupamento de empresas com características diferentes, mas que se complementam. Na opinião da professora em logística e marketing da PUC, Luçany Silva Bueno, na atualidade, este é o melhor modelo industrial. “O agrupamento das empresas cria facilidades para todos os operadores logísticos, desde o fornecimento da matéria-prima até o consumidor final”, afirma.

Luçany explica que a redução do custo de produção pode ser revertida em mais emprego na área de tecnologia. Ela lembra que a escolha deste sistema associada à localização centralizada do Estado, também atende bem o comércio online.

“É um modelo antigo e já testado. Ele agrega valor e reduz custos, considero um bom modelo”, resume o economista da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Cláudio Henrique.

“O objetivo é que o novo local trabalhe dentro da temática de espaços eco industriais para atender as atividades do setor industrial aliado ao desenvolvimento sustentável da região”, afirma o secretário de Estado de Indústria e Comércio, William O’Dwyer.

GRUPO MARTINS

Na ocasião, também foi lançada a pedra fundamental do Grupo Martins, um dos maiores da América Latina no ramo de transportes e armazenagem, e o primeiro a iniciar o processo de instalação no novo polo. Com previsão de investir R$ 80 milhões, o grupo prevê um faturamento anual de R$ 1,2 bilhão e a criação de 2 mil empregos diretos e indiretos. As operações devem ser iniciadas no segundo semestre deste ano. O fundador do grupo, Alair Martins, lembrou o lema da empresa: “amanhã tem de ser melhor que hoje”.

Para Maguito Vilela, “o complexo e o Grupo Martins chegaram em um momento importante na história de Aparecida, de industrialização e desenvolvimento socioeconômico.”

O diretor do grupo, Valter Domingues de Faria Júnior, lembra que Goiás desbancou a concorrência dos Estados do Tocantins e Bahia na escolha para o investimento. “Goiás cresce acima da média e ainda nos oferece segurança jurídica”, afirma.

Fonte: O Popular

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