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Alta em Goiânia foi a maior do País

De dois meses para cá, a professora Gisele Sabino se sentiu obrigada a mudar seus hábitos de consumo para não perder os rumos do orçamento familiar. Ela comprava o quilo do contrafilé a R$ 13,50 e, agora, paga R$ 18,95. Por isso, a contragosto, passou intercalar a carne de primeira com outras como acém e músculo. “Os preços estão aumentando muito e não dá para ficar sem carne e verdura”, diz.

Além da carne bovina, o preço do litro do leite contribuiu para que Goiânia registrasse o maior aumento da cesta básica no mês passado (1,36%) nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor fechou em R$ 279,95.

O preço da carne subiu 6,58% mês passado em Goiânia, o maior porcentual das capitais pesquisadas. O aumento, conforme o presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Maurício Velloso, é consequência da menor oferta de gado para abate no mercado.

Entre os anos de 2008 e 2013, explica, o setor sofreu com a elevação de custos de produção e queda do valor da arroba do boi. Com isso, sem recursos para investir na recomposição total do rebanho, pecuaristas abateram um número acima do normal de matrizes e continuaram a vendê-las mesmo após a recuperação dos preços, com o intuito de melhorar as pastagens degradadas.

De quebra, como Goiás é o maior polo de confinamento do País, é responsável por abastecer os mercados de São Paulo e Minas Gerais que há três anos sofrem com menor volume de precipitação. “A recuperação total do rebanho só vai acontecer daqui dois anos. Isso significa que teremos preços estáveis com ligeira alta durante este período”, afirma Maurício.

O proprietário da Casa de Carne Avenida, Vicente Barbosa, sente a retração do consumidor. “O cliente que levava um quilo, agora leva menos”, diz. Isso porque o preço do quilo do coxão mole saltou de R$ 18,90 para R$ 22,90 – aumento de 21%. Vicente explica que, no geral, está comprando a carne 25% mais cara. Para não assustar o consumidor, tende a não repassar o porcentual total, especialmente na carne de segunda. “Ela sai menos, então temos que segurar um pouco mais”, argumenta”.

Fonte: O Popular

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