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Acidentes e doenças ocupacionais afastam do trabalho mais de 1 mil

Acidentes e doenças ocupacionais levaram ao afastamento do trabalho, no ano passado, em Maringá, 1.002 pessoas, segundo levamento do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS)

Acidentes e doenças ocupacionais levaram ao afastamento do trabalho, no ano passado, em Maringá, 1.002 pessoas, segundo levamento do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). No primeiro trimestre deste ano foram 254, dezoito a mais que o número registrado no mesmo período de 2010.

Este assunto será discutido hoje, Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, em ato na praça Raposo Tavares, durante todo o dia, organizado pelos sindicatos ligados à Coordenação Trabalhista Sindical de Maringá.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Claudecir de Souza, o evento é importante para chamar a atenção da sociedade para os riscos dos acidentes e doenças ocupacionais. No local, serão expostas diversas situações que ocorrem no dia a dia dos trabalhadores, com o intuito de orientar e prevenir sobre doenças e acidentes de trabalho.

O evento conta com o apoio da prefeitura e do Sindicato do Comércio (Sivamar).

Souza enfatiza que, embora os acidentes de trabalho tenham reduzido em alguns setores, como na construção civil, preocupa em outros, como os bancários, cujos trabalhadores sofrem com Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/Dort).

“As doenças que possuem manifestação física, como a LER, são mais fáceis de se combater. O que mais nos preocupa é o mau silencioso que toma conta do ambiente de trabalho, o assédio moral.”

Para o dirigente sindical, o assédio moral tem como consequência a ocorrência de inúmeras doenças físicas e psicológicas, como a depressão. “Em muitos casos, os danos causados são irreparáveis. Por isso, os tribunais estão dando ganho de causa aos trabalhadores.”

Quanto às lesões ocorridas por esforços repetitivos, segundo Souza, em 2008, conforme Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), 69 mil trabalhadores do ramo financeiro disseram ter diagnóstico médico de tendinite ou tenossinovite.

Construção civil

A construção civil, que foi a grande vilã dos acidentes de trabalho há alguns anos, atualmente tem registrado redução. Conforme o presidente do sindicato da categoria, Jorge Moraes, no ano passado foi registrada apenas uma morte.

Moraes diz que a maioria das empresas da área de construção tem adotado o uso de equipamentos de segurança. “Era mais comum queda de altura, mas a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança tem diminuído. Ocorriam também choques elétricos e soterramento. Algumas medidas adotadas no canteiro de obras minimizaram estas ocorrências.”

Como na construção, em outros setores como a metalurgia, uma das preocupações dos sindicatos é com relação às pequenas empresas, que oferecem mais risco.

O tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos, José Roberto Zingra, que representa 18 mil trabalhadores em Maringá e região, diz que qualquer indústria oferece risco. “O sindicato tem feito a sua parte, cobrando, mas quem tem que fiscalizar é o Ministério do Trabalho.”

Acidentes de trabalho

No Brasil, as estatísticas oficiais apontam 2.138.955 acidentes de trabalho ocorridos entre 2007 e 2009 entre todas as categorias profissionais. Desse total, 35.532 trabalhadores permanecem incapacitados e 8.158 perderam as suas vidas. Os dados mais recentes divulgados pela Previdência Social são de 2009. Nesse ano, foram registrados 723,5 mil acidentes de trabalho, 2.496 mortes e 13.047 incapacitados.

Estresse leva mais de 1 milhão a se afastar do trabalho

Problemas causados pelo estresse – depressão, alcoolismo, hipertensão, dor de cabeça e outros – levaram 1,3 milhão de brasileiros a se afastarem do trabalho e receberem auxílio-doença, segundo uma pesquisa recente da UnB (Universidade de Brasília), divulgada no começo de abril.

O estudo também mapeou as principais causas de afastamento dos trabalhadores. Entre os principais motivos, além dos problemas mentais decorrentes do estresse, está a esquizofrenia.

Para Anadergh Barbosa Branco, professora de medicina do trabalho da UnB e autora do estudo, a falta de um exame preciso que comprove distúrbios psicológicos, como a depressão, faz com que os funcionários nesse estágio de estresse não saibam lidar com o problema, assim como a maioria das empresas.

O número de funcionários afastados, registrado em 2008, é preocupante e mostra a sociedade como “criadora de uma legião de incapacitados”, afirma Anadergh.

“As doenças da mente representam cada vez mais um fator importante [de afastamento no trabalho], com maior curso e duração, e estão crescendo em quantidade. Há um custo social alto para o governo e para a sociedade. É preciso acordar para isso”, diz.

Dentro do trabalho, as causas do quadro depressivo podem ser inúmeras: cobranças incessantes e assédio moral, por exemplo.

Já do lado de fora, o fim de um relacionamento e a perda de um parente querido podem motivar tristeza profunda e dificuldade para lidar com o dia a dia.

O mais importante após o diagnóstico, independente do nível de estresse, é procurar tratamento imediato. Anadergh afirma que isso requer, inevitavelmente, afastamento temporário da rotina do emprego.

Fonte: HNews

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