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Abusos que irritam o consumidor

É quase improvável que o portador de um celular nunca tenha recebido mensagens semelhantes às do quadro ao lado. Engrossa a lista ainda a venda direta de produtos e serviços por parte das operadoras de telefonia. Embora as mais pitorescas consigam arrancar algum sorriso do cliente, como a oferta de curso de porteiro em um dia, na prática, a banalização desse tipo de marketing direto vem tirando o humor de muitos usuários da telefonia móvel. Ofertar serviços e produtos sem solicitação do consumidor é considerada prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Se por um lado empresas são seduzidas por esse tipo de contratação de serviços em função do baixo custo, usuários adotam medidas paliativas para tentar diminuir a avalanche de mensagens diretas.

PALIATIVO

O jornalista Geraldo Neto explica que para ter uma noite tranquila de sono decidiu colocar o celular no modo silencioso, todos os dias, às 22 horas. Isso porque esse tipo de marketing, não raro, chega ao seu celular em horários inapropriados, como de madrugada ou próximo às 8 horas da manhã nos dias de sábado, domingo ou feriados. “Resolvi um problema, mas criei outro. Imagina se alguém entra em contato comigo em função de uma emergência, fico sem atender”, declara indignado.

Durante o dia, diz, como utiliza o meio de comunicação para trocar mensagens referentes ao trabalho e com amigos e familiares, é impossível ignorar os torpedos que se acumulam em sua caixa de mensagem ao longo do dia. “Muitas vezes, paro o que estou fazendo porque sou surpreendido com mensagens de empresas que nunca solicitei e pelas quais não me interesso.”

Vendas de colchões, motos, portão eletrônico, além de oferta de cursos são apenas algumas mensagens que corriqueiramente chegam no aparelho móvel de Geraldo. Ele afirma que nunca enviou o número de seu celular para empresas, tampouco foi consultado sobre a possibilidade de receber esse tipo de serviço.

TIRO PELA CULATRA

O jornalista é incisivo ao afirmar que esse tipo de marketing causa efeito contrário em seus hábitos de consumo. “É invasivo e acabo me antipatizando com esse tipo de serviço. Nos casos de shows, por exemplo, acho que o cantor é conivente e, por isso, não compareço ao evento”, afirma.

A empresária Louise Moreira informa que adquiriu um novo aparelho telefônico há três semanas e descobriu uma nova tecnologia que veio a calhar. Ele possui uma ferramenta que permite bloquear determinados números telefônicos. De lá para cá, sempre que recebe uma mensagem de marketing direto indesejado, aciona o bloqueio do número. “O problema é que não consigo bloquear as mensagens que chegam da própria operadora telefônica e elas são as mais insistentes”, explica. Em média, acredita que sejam cinco textos diários. Ela diz que já recebeu mensagens entre às 4 horas e 5 horas da manhã, especialmente de festas ou oferecendo o serviço de criação de sites.

Como exemplo, lembra que recebe insistentes mensagens de sua operadora de celular oferecendo a assinatura de pacotes de canais de TV fechada. “Recentemente, tive que ir a loja e me ofereceram novamente o serviço. Fiquei irritada e disse que já bastavam o tanto de mensagens de texto que recebo.” Ela explica que pensa em assinar um pacote de canais de TV fechada, mas que não compraria da própria operadora em decorrência dessa insistência inconveniente. Para cadastro em empresas e boates, Louise fornece um número obsoleto. “Não passo mais o número do meu celular atual”, compartilha.

Fonte: O Popular

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