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1º de maio: Centrais vão reivindicar redução de jornada

As centrais sindicais preparam a celebração do Dia do Trabalho, em 1º de maio, com a esperada presença da presidente Dilma Rousseff

Brasília – As centrais sindicais preparam a celebração do Dia do Trabalho, em 1º de maio, com a esperada presença da presidente Dilma Rousseff, colecionando derrotas tanto no governo quanto no Congresso.

Nenhuma das últimas reivindicações e negociações feitas pelos representantes dos sindicalistas foi atendida. Ontem, dirigentes de cinco centrais sindicais ouviram mais um não ao se reunir com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) para discutir a pauta trabalhista na Casa.

O deputado, que também participará do ato no domingo que vem, deixou para o próximo semestre a discussão da eventual votação da proposta de emenda constitucional que reduz de 44 para 40 horas a jornada semanal de trabalho, uma das principais bandeiras do sindicalismo. Desde o ano passado, os sindicalistas pressionam pela aprovação do projeto, que já passou pelas comissões e está à espera de votação pelo plenário.

Neste ano, as centrais já não foram atendidas quando defenderam um aumento maior para o salário mínimo e um índice maior de correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.

A presidente Dilma não cedeu aos apelos por um mínimo de R$ 560, defendido pelos sindicalistas e manteve o valor de R$ 545. As centrais sindicais também tiveram de abrir mão dos 6,46% que defendiam para a correção na tabela do Imposto de Renda e a medida provisória fixou esse índice em 4,5%.

“Eu recebi a pauta e vamos dialogar também com o setor empresarial e, quem sabe, no segundo semestre nós possamos avançar em ações destinadas a melhorar a qualidade do trabalho no Brasil”, disse Maia, após o encontro. “Eu explicitei a dificuldade que tem de votação dessa matéria. Não é uma matéria simples. Isso precisa ser dialogado”, comentou.

Fonte: O Popular

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