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13º salário movimenta setor de obras e reformas

O mês de novembro para quem trabalha no setor de civil, especialmente para aqueles que atuam com pequenas obras e reparos domésticos, é sinônimo de faturamento. Tradicionalmente em Goiás, o 13º salário é utilizado para, primeiro, quitar as dívidas acumuladas ao longo do ano para posteriormente fazer as compras dos presentes de Natal. No entanto, muitas famílias utilizam esse montante para complementar o orçamento das reformas. E o dinheiro extra aumenta, em média, 18% a procura pelas empresas especializadas.

A afirmação é do administrador do Doutor Faz Tudo, Reparos e Reformas, Leopoldo Santana. Ele revela que o número de clientes aumentou de 15 a 18% neste fim de ano. “Temos recebido muitos clientes e acredito que o 13º salário seja um dos pontos que influenciaram nas reformas deste fim de ano”.

Santana conta que a procura nesse período do ano aumentou. “As pessoas têm nos procurado bastante. Nesse período de chuvas, vários serviços são de infiltrações, mas a maioria é para pintura, tanto externa quanto interna”.

O faturista Danilo Ribeiro é um dos que pretende aplicar o 13º na reforma. Ele vai ampliar a casa onde irá morar com a sua esposa.

“Com o dinheiro extra eu estou planejando uma sequência na obra lá de casa que já está praticamente pronta. Era um sonho meu e da minha esposa que em breve estará pronto. Nós já pensávamos nisso há algum tempo e agora poderemos concretizá-lo. Teremos um lugar só nosso”, relata.

O proprietário da A Renovar, Aroldo Morais, relata que os pedidos de orçamentos vieram antecipados. “Registramos aqui vários pedidos de orçamentos ao longo do ano. Mas começou a aumentar de setembro para cá. Muitos pessoas, como os funcionários públicos, receberam o 13º adiantado ou na data de aniversário. Acredito que isso também possa ter impactado”.

Segundo a estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), cerca de 2,4 milhões de goianos receberão o 13º salário este ano, o que deve movimentar um montante de R$ 3,97 bilhões na economia goiana. Um salto de 10% na comparação com ao ano anterior. Pela legislação trabalhista, o empregador tem até 30 de novembro para pagar a primeira parcela do benefício.

O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Goiás (Acomac), Leonardo de Leles Rocha, revela que essa procura influencia também nas vendas do setor.

“Para os comerciantes de materiais de construção, esse período é ruim. Os varejistas registram, geralmente, quedas nas vendas por causa do período chuvoso. Mas, por outro lado, muitas pessoas aproveitam o dinheiro recebido para fazer as obras que precisam em casa, e isso ajuda a incrementar as vendas do setor”, diz.

De acordo com ele, a maioria das obras é voltada para o acabamento. “As pessoas sempre pensam em melhorar a casa para receber os familiares e amigos para as festas de fim de ano”, afirma. (PN).

Fonte: O Hoje

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